Matéria do jornal O Globo, publicada nesta segunda-feira (5), destaca as consequências da prática do chemsex - sexo sob o efeito de drogas, que tem aumentado na capital carioca. De acordo com a publicação, a prática pode causar a morte e os atendimentos nas redes de assistência social e de saúde crescem ano a ano.
Segundo a Secretaria municipal de Saúde (SMS), em 2023 e 2024, respectivamente, 8.997 e 13.789 pacientes passaram por tratamento no Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas (Capsad), um aumento de mais de 53%. E os casos seguem subindo: Em 2025, ainda sem os números fechados do ano inteiro, 14.956 pacientes foram acompanhados pela equipe.
“Na rede de urgência e emergência, 8.449 pacientes com relato de consumo de álcool e drogas foram atendidos em 2024. Neste ano, até o momento, 9.603 foram atendidos”, diz a SMS ao jornal.
Chemsex (sexo químico) é um termo utilizado para descrever o uso de substâncias psicoativas durante o ato sexual, com o intuito de desinibir ou aumentar a percepção de prazer. É mais comumente entendido como o uso de qualquer combinação de drogas que inclua metanfetamina, mefedrona e/ou GHB/GBL, usado antes ou durante o sexo.
Essas substâncias proporcionam efeitos singulares de duração, apetite e desinibição sexual, diferentes dos efeitos do álcool, ketamina, cocaína e mesmo do poppers ou sildenafil (Viagra), que são consideradas “adicionais” no chemsex. Esse tipo de comportamento explodiu na Europa há mais de dez anos e agora especialistas vêm observando um crescimento também no Brasil.