Estratificação do risco de diabetes tipo 2 em pacientes assintomáticos de um ambulatório universitário: aplicação do escore FINDRISC-br

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Flávia Maria de Freitas Faria
Bruna Palhares Reale Pereira
Giovanna de Melo Dayrell
Anna Carolina Vieira Felício
Patrícia Amaral Fulgêncio da Cunha Menezes
Flávia Coimbra Pontes Maia

Resumo

Justificativa: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) apresenta alta
prevalência e taxa de subdiagnóstico. A triagem de indivíduos
assintomáticos por meio de instrumentos validados pode contribuir
para a prevenção e controle da doença. Objetivos: Estimar o
risco de desenvolvimento de DM2 em 10 anos utilizando
a versão
brasileira do escore Finnish Diabetes Risk Score (FINDRISCbr)
em uma população ambulatorial universitária, e analisar os
fatores clínicos e antropométricos associados às categorias de
maior risco. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com 941
participantes assintomáticos maiores de 18 anos, atendidos entre
novembro de 2024 e fevereiro de 2025. Aplicou-se o questionário
FINDRISC-br em sua versão validada e adaptado culturalmente
ao contexto brasileiro. As análises estatísticas incluíram testes
qui-quadrado de Pearson e exato de Fisher, com nível de significância
de 5%. Resultados: A mediana do escore FINDRISC-br
foi de 11 (IIQ: 8-15), com 47% dos participantes classificados
com risco moderado a muito alto. A circunferência abdominal
aumentada foi o preditor mais fortemente associado ao risco
elevado. Destacaram-se ainda o IMC ≥30kg/m², histórico pessoal
de hipertensão, história pessoal de hiperglicemia e sedentarismo.
Mulheres idosas apresentaram maior acúmulo de fatores de risco.
Por outro lado, a prática regular de atividade física demonstrouse
um fator protetor significativo para menor risco de progressão
para o diabetes. Conclusão: O FINDRISC-br demonstrou ser
uma ferramenta eficaz, acessível e aplicável à atenção primária,
permitindo a identificação precoce de indivíduos sob maior risco
de DM2 e viabilizando intervenções preventivas direcionadas.
A prática regular de atividade física reforça-se como estratégia
essencial na prevenção.

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Artigos Originais