Notícias da Saúde

A Sociedade Brasileira de Nefrologia realiza nos dias 5 e 6 de julho, na capital paulista, o 2º Curso sobre Distúrbios Hidroeletrolíticos e Acidobásicos.

O curso é voltado aos nefrologistas e residentes de Nefrologia. Durante o evento, que conta com a apresentação e discussão de Casos Clínicos, serão apresentados os seguintes temas: Hipopotassemia; Hiperpotassemia; Diagnóstico gasométrico e Acidose metaból;  Alcalose metabólica e Investigação de Acidose Tubular Renal.

Para se inscrever, acesse o site.


 

 

Após três anos de discussão, o novo Código de Ética Médica entra em vigor nesta terça-feira, 30. O documento foi publicado há 180 dias no Diário Oficial da União. Acesse o código aqui

Entre os principais pontos do documento estão: o respeito à autonomia do paciente, inclusive na fase da terminal da vida; a preservação do sigilo profissional na relação entre médico e paciente; o direito do médico de exercer a profissão de acordo com sua consciência e a possibilidade de recusar o atendimento em locais com condições precárias, que expõem ao risco os pacientes e profissionais.

O texto apresenta ainda 26 princípios norteadores considerados fundamentais para o exercício da profissão, além de cerca de 120 normas que condicionam infratores a penas disciplinares. Entre os pontos de destaque está também o veto à consulta à distância.

De acordo com o CFM, a atualização do texto contou com a participação de toda a categoria médica, por meio de entidades ou por manifestação pessoal dos médicos.

O primeiro Código de Ética Médica foi publicado em 1929. Veja todas as edições aqui .

Com informações do CFM

Confira os destaques do novo código:

Fonte: Agência Brasil

Novidades

Entre as novidades do novo código de ética está o respeito ao médico com deficiência ou doença crônica, assegurando ao profissional o direito de exercer as atividades nos limites de sua capacidade e sem colocar em risco a vida e a saúde de seus pacientes.

Telemedicina

Também ficou definido que o uso de mídias sociais pelos médicos será regulado por meio de resoluções específicas, o que valerá também para a oferta de serviços médicos a distância mediados por tecnologia. O novo código, portanto, transfere a regulação da chamada telemedicina para resoluções avulsas, passíveis de frequentes atualizações.

Pesquisas

No âmbito das pesquisas em medicina, o novo código prevê a criação de normas de proteção de participantes considerados vulneráveis, como menores de idade e pessoas com deficiência física ou intelectual. Quando houver situação de diminuição da capacidade do paciente de discernir, além do consentimento de seu representante legal, será necessário seu assentimento livre e esclarecido na medida de sua compreensão.

Placebo

Ainda no âmbito das pesquisas, o novo código permite os chamados placebos de mascaramento, mantendo a vedação ao uso de placebo isolado - quando não é usada nenhuma medicação eficaz. De acordo com o texto, fica vedado ao médico manter vínculo de qualquer natureza com pesquisas médicas em seres humanos que usem placebo de maneira isolada em experimentos, quando houver método profilático ou terapêutico eficaz.

Prontuário

As novas regras também autorizam o médico, quando requisitado judicialmente, a encaminhar cópias do prontuário de pacientes sob sua guarda diretamente ao juízo requisitante. No código anterior, o documento só poderia ser disponibilizado a um perito médico nomeado pelo juiz em questão.

Autonomia

Entre as diretrizes mantidas estão a consideração à autonomia do paciente, a preservação do sigilo médico-paciente e a proteção contra conflitos de interesse na atividade médica, de pesquisa e docência. Fica vedado ao médico desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de risco iminente de morte.

Dignidade

Em caso de situação clínica irreversível e terminal, o novo código estabelece que o médico evite a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos considerados desnecessários e propicie aos pacientes sob sua atenção todos os cuidados paliativos apropriados.

Ato Médico

O código assegura a proibição à cobrança de honorários de pacientes assistidos em instituições que se destinam à prestação de serviços públicos; e reforça a necessidade de o médico denunciar aos conselhos regionais instituições públicas ou privadas que não ofereçam condições adequadas para o exercício profissional.

 

 

Dr. Humberto Graner

 

O cardiologista brasileiro e professor da divisão de cardiologia da Duke University, Dr. Renato Lopes, apresentou um importante estudo na sessão de Late Breaking Clinical Trials, no qual identificou um risco aumentado de morte por qualquer causa em pacientes com fibrilação atrial que iniciavam o uso de digoxina, independente de terem ou não insuficiência cardíaca.

 

Os debatedores relatam que o estudo é uma das maiores e mais abrangentes análises do risco de uso de digoxina em pacientes com FA realizados até o momento.

 

Havia incertezas quanto à segurança da digoxina em pacientes com fibrilação atrial (FA). Apesar disso, as diretrizes nacionais e internacionais ainda recomendam a digoxina para controle de frequência em pacientes com FA sintomática, independente da presença ou não de IC.

 

Utilizando dados do estudo ARISTOTLE, os autores exploraram os dados sobre a prescrição e níveis séricos de digoxina e suas relações com a mortalidade, independente de haver ou não insuficiência cardíaca (IC) concomitante. O estudo ARISTOTLE randomizou mais de 18 mil pacientes para utilizarem apixabana ou varfarina para a prevenção de complicações tromboembólicas em pacientes com FA. Nesse estudo, a apixabana foi superior à varfarina na prevenção de eventos tromboembólicos, assim como também na redução de mortalidade e de sangramento. Do total de pacientes envolvidos no estudo, foram identificados 17.897 que continham dados sobre a presença de insuficiência cardíaca e o uso de digoxina.

 

Sobre o impacto da digoxina nessa população, foram realizadas dois tipos de análises: prevalência (pacientes que já faziam uso de digoxina no início do estudo) e incidência (a digoxina foi prescrita ao longo do seguimento do estudo). As taxas de eventos foram computadas e a associação entre o uso de digoxina e mortalidade foi avaliada utilizando a análise de propensão, após ajuste para características basais, medicamentos em uso, dados laboratoriais e biomarcadores.

 

Do total de pacientes analisados, 5824 (32%) estavam em uso de digoxina no início do estudo, tendo sido obtido os níveis séricos de digoxina em 4434 destes (76%); 6693 (37%) tinham IC de base. Após o ajuste de propensão, o fato de já utilizar a digoxina no início do estudo não foi associada à mortalidade (HR ajustado 1,09, IC95% 0,96-1,23). No entanto, quando os níveis séricos basais de digoxina eram maiores que 1,2 mg/dL houve um aumento significativo de 56% de mortalidade (HR ajustado 1,56, IC95% 1,2-2,04). Estes achados foram semelhantes em pacientes com e sem IC. Os níveis séricos basais de digoxina mostraram associação direta e linear com a mortalidade: o risco de morte aumentou 19% para cada 0,5 ng/mL de incremento na digoxinemia.

 

O risco de morte foi ainda maior para os pacientes que não estavam tomando digoxina antes do estudo, mas iniciaram o uso durante o seguimento do estudo. Esses pacientes tiveram um aumento de 78% no risco de morte por qualquer causa (HR 1,78; IC 95% 1,37 - 2,31). Além disso, houve um aumento no risco de morte súbita de até 4 vezes entre os novos usuários de digoxina (HR 4,0, IC 95% 1,90-8,47).

 

Os autores concluíram que o uso de digoxina esteve associada ao aumento da mortalidade em pacientes com FA, independente da presença de IC. O aumento dos níveis de digoxina esteve associado a um aumento do risco de morte.

"Nossos achados sugerem que a digoxina não deve ser usada em pacientes com FA", afirma Dr. Renato Lopes. "A maioria das mortes súbitas ocorreu dentro de seis meses após o início da digoxina", disse Lopes, ainda discutindo o estudo na plenária principal, "isso sugere causa e efeito, embora o fato de que os pacientes não foram randomizados para digoxina impeça uma determinação definitiva de causalidade".

 

Este é um estudo que reacende a discussão sobre a digoxina no contexto de fibrilação atrial, colocando-a definitivamente, em xeque nesse contexto. É natural que o fato de ser um estudo observacional dentro de um grande ensaio clínico possa oferecer algumas limitações. Além disso, para os pacientes que estavam em uso de digoxina no início do estudo, os pesquisadores não sabiam por quanto tempo eles tinham tomado a medicação antes de entrar no estudo. Apesar disso, o estudo é o mais abrangente no campo até o momento, incorporando grande número de variáveis clínicas, ajustes de biomarcadores e níveis de digoxina no sangue, oferecendo uma consistente resposta. Até porque, é improvável que haja financiamento para um grande ensaio clínico randomizado com digoxina, uma medicação centenária, mas cujas indicações para uso contemporâneo estão cada vez mais restritas.

 

Veja mais informações na entrevista concedida a SBC durante o ACC 2017:

https://www.youtube.com/edit?o=U&video_id=CVB67gypF3A

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) atualizou a bula da vacina contra a dengue.

 A dengue continua sendo um problema de saúde pública no Brasil. Apenas em 2016, 1,5 milhão de casos suspeitos de dengue grave foram registrados no pais, que chegou a gastar cerca de R$ 2,7 bilhões com a doença neste único ano. Estima-se que a maioria dos brasileiros que vivem em áreas de alta transmissão tenham contraído dengue pelo menos uma vez até atingir a idade elegível à vacina, ou seja, de 9 anos ou mais.

Acesse aqui o comunicado e a atualização da bula.

Veja aqui o edital.

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