Artigos de Opinião

Em celebração ao 30º aniversário da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, tivemos a exposição “O Brasil na II Guerra: uma batalha pela vida”, esta semana, no Centro de Convenções Rebouças, na cidade de São Paulo. 

A mostra teve o propósito de resgatar a memória dos ex-combatentes, dos médicos e profissionais da Saúde enviados à Itália, de 1942 a 1944. 

Os ex-combatentes, aliás, trazem histórias emblemáticas, como a de Miguel Garofalo, atualmente com 94 anos, um dos soldados da tropa brasileira, enviado à Itália. 

Em semanas recentes, o Brasil assistiu a mais uma prova de que parte expressiva da classe política não pode ser levada a sério e muito menos merece novo voto de confiança, muito menos nosso voto. A Câmara e o Senado aprovaram projetos que custarão aos cofres públicos mais de R$ 100 bilhões.

Bom seria se o destinado pelos nobres parlamentares fosse revertido a áreas sociais, como Educação, Segurança e nossa combalida Saúde. Só que não é o que ocorreu. O dinheiro que agora vaza do caixa da União faz parte de política de privilegiar potenciais financiadores de campanhas eleitorais. Ou seja, os senhores deputados e senadores resolveram fazer cortesia com o chapéu alheio, mais especificamente com o nosso.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deu novo exemplo do que significa não ter o mínimo respeito aos pacientes e aos direitos dos cidadãos consagrados na Constituição Federal. Dias atrás, publicou, no Diário Oficial da União, normativa para cobrança de coparticipação e franquia aos usuários de planos de saúde. 

Definiu valores limites mensais e anuais que deverão ser arcados pelos pacientes, além das mensalidades já exorbitantes. Pela nova regra, a assistência suplementar funcionará da seguinte maneira: uma pessoa que paga R$ 200 de mensalidade, por exemplo, poderá ser obrigada a desembolsar mais outros R$ 200 (no máximo), caso venha a ultrapassar a cota de procedimentos que a ANS estabeleceu também sem ampla consulta à população, aos médicos e a demais setores da sociedade. 

Dedicar-se a ganhar a confiança do paciente não é perda de tempo. Muito ao contrario, é o único caminho honesto para quem pratica a boa medicina. Se não for pela trilha do humanismo, diagnóstico algum será bem feito. 

No Brasil, infelizmente, não são bem assim que as coisas funcionam. Boa parte dos médicos, até hoje enxerga aquele que esta do outro lado da sua mesa de consultório ou em uma cama de hospital simplesmente como cliente. Na maior parte das vezes nem ao menos sabem o nome de quem está tratando. 

Diversos chegam a chamar o doente pelo numero do quarto, pela marca da carteirinha de plano de saúde ou coisas do gênero. Péssimo e inaceitável. 

A Medicina e a Saúde do Brasil viveram, dias atrás, momento de orgulho, algo extremamente relevante para inflar ânimos e estimular a busca por um futuro melhor, em especial em época que só recebemos notícias difíceis e sofremos com todos os tipos de desmando. Bons ventos sobraram quando das comemorações dos 30 anos de fundação da Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM), uma das instituições de maior conceito no campo científico e reconhecida por sua excelência por toda a sociedade civil.  

Em solenidade na Associação Paulista de Medicina, a mesa diretora representou a audiência com excelência. Além da coordenação simplesmente soberba dos trabalhos, tivemos a honra de receber, inclusive, Generais, vários do alto comando do Exército Brasileiro e do Hospital Militar de Área de São Paulo (HMASP). Como presidente da SBCM, compartilho minha satisfação com você, amigo leitor, por compreender que nossas Forças Armadas cada vez mais dão especial atenção às regiões menos favorecidas, atendendo da melhor maneira nossa gente acidentada e doente. Aliás, todos aqueles que realizam algo pela medicina e pelo ensino médico, estão favorecendo demais a humanidade.

Está chegando a hora, Brasil. Em 14 de junho, começa mais uma Copa do Mundo. A largada oficial, ao menos em nosso País, foi dada dias atrás, quando o técnico Tite anunciou a lista de convocados que representarão as cores verde e amarelo. 

Tomara dê tudo certo. Como todos que nesta terra nascem, também gosto bastante de futebol e acompanharei com atenção toda a competição, logicamente torcendo pelo nosso Hexa. Há boas chances, o time é bem treinado e os convocados, em regra, são unanimidade.

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