
A simulação aplicada ao ensino em saúde é
uma técnica destinada a substituir experiências de
pacientes reais por situações orientadas, reproduzidas
artificialmente em cenários ou manequins, evocando aspectos
da realidade médica de maneira interativa. A educação
continuada e o treinamento associado à simulação
permitem criar novos métodos de aprendizado, sem colocar
os pacientes sob risco. Essas técnicas estão entre
as mais eficazes armas para melhoria da qualidade assistencial.

Com objetivo de promover treinamento e ensino simulado sobre o
atendimento de urgência e emergência, a Sociedade Brasileira
de Clínica Médica, através do seu Capítulo
de Medicina de Urgência criou, em 2008 e com parceria do Centro
de Treinamento em Emergências do Instituto Dante Pazzanese
de Cardiologia (CTE-IDPC) e do Núcleo de Estudos em Emergências
Clínicas da Disciplina de Clínica Médica da
Universidade Federal de São Paulo (NEEC-UNIFESP), a primeira
versão do curso, que anteriormente se chamava Curso de Simulação
em Medicina de Urgência (SIMURGEN).

Em 2009, para propiciar maior abrangência à temática
e estrutura adequada ao curso, a SBCM efetivou parceria com a Associação
Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência (ABRAMURGEM),
com o Centro de Ensino, Treinamento e Simulação do
Hospital do Coração (CETES-HCor) e com o Instituto
Paulista de Treinamento e Ensino (IPATRE). O Simurgen, então,
teve seu nome modificado passando a chamar-se Curso de Simulação
em Medicina de Urgência e Emergência – (SIMURGEM).

Um dos coordenadores do curso, Dr. Hélio Penna Guimarães,
explica que na segunda edição, a abordagem foi enriquecida,
permitindo que os alunos pudessem aprender em diversas novas estações
e tratar de temas diferenciados, como gerenciamento de crise, emergências
endocrinológicas e hemorragias digestivas. Essa segunda edição
marcou também o lançamento do livro-texto do curso
pela Editora Atheneu.
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