Estudo descritivo transversal sobre o uso de suplementos e fitoterápicos para osteoartrite em uma população do interior de São Paulo

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José Eduardo Martinez
Fernanda Brandão Montes
Caio Rocha Vieira do Nascimento

Resumo

A osteoartrite (OA) é a doença articular crônica mais comum,
com aumento da prevalência nos últimos anos, especialmente em
mulheres de 50 a 60 anos. No Brasil, afeta cerca de 16% da população
e está associada a sintomas como dor e limitação funcional.
Este estudo descritivo, observacional e transversal avaliou 100
pacientes no ambulatório de Reumatologia da PUC-SP, com foco
nos tratamentos convencionais e não convencionais. Os dados
foram coletados por questionário e analisados por estatística
descritiva.
A maioria dos pacientes (84%) era do sexo feminino,
com média de idade de 59 anos e diagnóstico de OA há 8 anos. O
joelho foi a articulação mais afetada (79%). Entre os tratamentos,
54% dos pacientes praticavam exercícios físicos regularmente,
com 88% relatando melhora. A perda de peso também mostrou
benefícios, com 85% dos pacientes que emagreceram notando
melhora dos sintomas. Quanto aos tratamentos farmacológicos,
analgésicos e anti-inflamatórios foram eficazes, com destaque
para as infiltrações com ácido hialurônico (76% de melhora). A
pesquisa também investigou práticas não convencionais, como
massagem terapêutica, compressas e acupuntura, com resultados
mistos. Apenas 32,4% dos pacientes que usaram glucosamina e/
ou condroitina relataram melhora. Suplementos como óleo de
peixe e cúrcuma mostraram benefícios limitados. A discussão
destaca que, embora o tratamento físico e a perda de peso sejam
essenciais, os suplementos e terapias alternativas carecem de
mais evidências científicas. A pesquisa sugere a necessidade de
estudos adicionais para avaliar a eficácia de terapias alternativas
no manejo da OA.

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Artigos Originais