Estudo epidemiológico dos casos de tromboembolismo pulmonar em pacientes com doença falciforme em hospital de referência no estado de Goiás

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Tânita Monteiro e Silva
Melaine Stefane Barbosa

Resumo

Introdução: Indivíduos que vivem com doença falciforme estão sob risco de desenvolverem tromboembolismo venoso profundo ou pulmonar, devido ao estão de hipercoagulabilidade intrínseca. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal que avaliou 764 pacientes atendidos no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás que realizaram angiotomografia de tórax, além de 248 pacientes com doença falciforme. O objetivo foi avaliar a prevalência de tromboembolismo pulmonar (TEP) no serviço; se os pacientes com doença falciforme estão sob risco aumentado de desenvolverem embolia pulmonar e quais os fatores associados envolvidos. Resultados: A prevalência de TEP na população falcêmica foi de 29,9% versus 30,3% da população não-falcêmica. O uso do escore de Wells resultou em valores de baixo risco em 80% dos pacientes com doença falciforme que apresentaram TEP confirmada pela angiotomografia de tórax. Em 75% dos casos de TEP havia algum quadro infeccioso associado; 50% não faziam uso da hidroxiureia ou faziam de forma irregular. Conclusão: Doença falciforme não é um fator de risco estatisticamente significativo para tromboembolismo pulmonar.

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Artigos Originais