Perfil clínico, epidemiológico e funcional de pacientes em cuidados paliativos em hospital de alta complexidade

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Bruna Rudolfo Faraco
Daniela Cerqueira Campos Vieira
Omar Pereira de Almeida Neto
Izadora Vieira Araújo
Maria Eduarda de Pádua Alcântara

Resumo

Introdução: A demanda por cuidados paliativos tem aumentado constantemente. Análises de dados de serviços com cuidados paliativos são essenciais para otimização da assistência especializada. Objetivo: Descrever o perfil clínico e epidemiológico, o desempenho funcional e o prognóstico de pacientes assistidos pela equipe de cuidados paliativos em um hospital de alta complexidade no Sul do Brasil. Métodos: Estudo observacional e quantitativo com recorte retrospectivo. A amostra censitária incluiu prontuários de pacientes internados e acompanhados pela equipe de cuidados paliativos. Para a análise de funcionalidade e prognóstico, foi utilizada a Palliative Performance Scale. Resultados: Foram avaliados 131 prontuários. A maioria dos pacientes era de cor branca (86,3%) e do sexo feminino (58%), com média de idade de 75,74 anos. O tempo médio de internação foi de 9,47 dias. As especialidades com maior prevalência de admissão foram Clínica Médica (66,4%), Neurologia (14,5%) e Neurocirurgia (6,9%). Os principais diagnósticos foram Doenças demenciais (22,1%), Acidente Vascular Cerebral isquêmico (21,4%) e Neoplasias (17%). As comorbidades mais frequentes foram Hipertensão Arterial Sistêmica (68,5%), Diabetes Mellitus tipo 2 (36,2%) e Demência (26,2%). A Palliative Performance Scale apresentou escore médio de 33,40. Conclusão: As avaliações paliativas podem não só aprimorar o manejo clínico, mas também facilitar a transição para cuidados de fim de vida, reduzindo internações prolongadas e oferecendo melhor suporte emocional a pacientes e familiares.

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Artigos Originais