Resposta ao tratamento radioterápico no seguimento de 5 anos após recidiva bioquímica em pacientes com câncer de próstata

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Guilherme Gomes Romano
Jessica Lima de Paula
Luiz Fernando Criscuolo Filho
Bruno Martineli
Batista de Oliveira Junior

Resumo

A neoplasia maligna prostática tem associação com alta taxa de mortalidade e o exame de antígenos prostático específico (PSA) auxilia no diagnóstico, monitoramento e tratamento, que pode ser por meio de vigilância ativa, prostatectomia radial ou radioterapia. Esse tratamento pode ser de longa duração e o PSA é um marcador aliado nesse processo. Objetivo: Avaliar a resposta ao tratamento radioterápico através do PSA no seguimento de 5 anos após recidiva bioquímica em pacientes com câncer de próstata prostatectomizados. Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo de fonte primária, período de cinco anos, usando prontuários de pacientes com histórico de recidiva bioquímica atendidos no Hospital Amaral Carvalho, Jaú/SP. A comparação entre os momentos foi realizada peloTeste de Friedman, SPSS 20, (p<0,05). Resultados: Foram coletados dados de 38 homens com idade: 70,18 ± 6,60 anos, peso: 79,77 ± 18,01 Kg, altura: 1,70 ± 0,06 m e índice de massa corporal: 27,78 ± 5,48 kg/m2. Os valores de PSA diminuíram significativamente após a cirurgia de prostatectomia. No primeiro ano após a recidiva bioquímica e realização da radioterapia, os valores de PSA foram menores se comparado ao pós-cirúrgico. Houve diferença entre PSA ng/ml pré-cirúrgico 169,5 (43,7 – 1308,3) e PSA 1 ano 0,13 (0,004 – 23,330)e entre PSA pré-cirúrgico e PSA 2 anos 0,095 (0,012 – 341,10). Não houve diferença após cinco anos. No período constatou 05 óbitos. Conclusão: O PSA reduz após a prostatectomia e não há modificação do PSA após 5 anos de recidiva bioquímica devido à prostatectomia, sendo o tratamento radioterápico considerado eficaz.

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Artigos Originais